segunda-feira, 1 de agosto de 2016

2º Ano (3º Bimestre)

(Texto 1) História da dança
A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos, chamados de coreografia ou movimentos improvisados, neste caso, chamado de dança livre. Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.
A dança pode existir como manifestação artística, forma de divertimento ou em cerimônias.

Várias classificações das danças podem ser feitas, levando-se em conta diferentes critérios.

Quanto ao modo de dançar:
·         Dança solo (ex.: coreografia de solista no balé, sapateado);
·         Dança em dupla (dança de salão) (ex.: tango, salsa, valsa, forró etc);
·         Dança em grupo (ex.: danças de roda, sapateado).

Quanto à origem:
·         Dança folclórica (ex.: catira, carimbó, reisado etc);
·         Dança histórica (ex.: sarabanda, bourré, gavota etc);
·         Dança cerimonial (ex.: danças rituais indianas);
·         Dança étnica (ex.: danças tradicionais de países ou regiões).

Quanto à finalidade:
·         Dança erótica (ex.: can can, striptease, pole dancing);
·         Dança cênica ou performática (ex.: balé, dança do ventre, sapateado, dança contemporânea);
·         Dança social (ex.: dança de salão, axé, tradicional);
·         Dança religiosa/dança profética (ex.: dança sufi).

As primeiras manifestações de dança ao longo do tempo
"A Dança nasceu da necessidade de expressar uma emoção, de uma plenitude particular do ser, de uma exuberância instintiva, de um apelo misterioso que atinge até o próprio mundo animal."
Para entendermos a história da dança vamos fazer uma análise cronológica dos fatos:
1º - A linguagem gestual imitativa (mimética ou mímica) é a mais antiga forma de comunicação do ser humano, podendo remontar a milhares de anos em suas primeiras manifestações.
2º - Algumas tribos australianas, africanas, neozelandesas, indígenas, entre outras ainda guardam suas mais antigas manifestações.

Podemos dividir as primeiras manifestações de dança em seis períodos:
·         Período paleolítico inferior - 1000.000 anos a.C.: dança circular sem contato.
·         Período paleolítico médio - 350.000 a 75.000 anos a.C.: danças animais.
·         Período paleolítico superior - 75.000 a 15.000 anos a.C.: danças sexo-lunares.
·         Período mesolítico - 15.000 a 10.000 anos a.C.: danças de máscara e danças fúnebres.
·         Período protoneolítico - 10.000 a 3.000 a.C.:  homens e mulheres dançando em linhas opostas.
·         Período neolítico - até 1.000 anos a.C.: danças mistas de pares, dança de abraço, dança de galanteio, dança do ventre.
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(texto 2) Manifestações das lutas na contemporaneidade
Importante é perceber o quanto e como as lutas e artes marciais estão presentes em nossa sociedade atualmente, os meios e as formas pelas quais chegam até nós. Podemos passar quase despercebidos das suas manifestações, esquecendo que é parte da cultura do movimento humano, historicamente produzidas e enriquecidas com a cultura dos seus povos de origem que as usam como movimentos rudimentares de proteção e defesa do nosso corpo, quando estamos em perigo.
Hoje somos “educados” por filmes e desenhos animados apresentam com uma visão “ocidentalizada” das artes marciais que as resumem ao domínio dos movimentos físicos, quase ignorando totalmente os aspectos filosóficos dos quais as artes orientais são muito ricas.
É fato que o cinema, cada vez mais, “recheia” os seus filmes com movimentos de luta, principalmente inspirados nas artes marciais orientais como o “Kung Fu” ou o “Muai Thay”.
Os filmes e séries de desenhos animados utilizam-se de muitos recursos para cativar os telespectadores. Essas demonstrações de como as lutas (neste caso “as brigas”) são aceitáveis na sociedade e sugere que combater o mal com violência física é certo, e dessensibiliza as pessoas acerca da violência, do choque e do terror de ver alguém sendo agredido.
No Brasil, não somos iniciados em uma arte marcial específica, como ocorre na China, ou na Coréia do Sul, por exemplo, onde, respectivamente, o Kung Fu e o Taekwondo fazem parte do currículo escolar. Trata-se de uma questão cultural de cada país.
Mesmo com a prática de apenas uma modalidade, ocorre a aproximação do aluno escolar com o universo das lutas, devido às oportunidades que surgem de discussão sobre as demais formas de luta. Oportunizaria ao educando, ao menos, desenvolver uma compreensão correta e não preconceituosa quanto às artes marciais.
Atualmente, as artes marciais são praticadas visando diferentes finalidades como desporto, lazer, participação de um grupo social, defesa pessoal, disciplina da mente, condicionamento físico.
O termo “artes marciais” refere-se às artes de guerra e luta. Hoje, o termo artes marciais é usado generalizadamente para todos os sistemas de combate de origem oriental (Aikido, Muai Thay, por exemplo) e ocidental (Capoeira, Savate francês), com ou sem o uso de armas tradicionais. No oriente existem outros termos mais adequados para a definição destas artes como Wu-Shu na China e Bu-Shi-Do no Japão, que também significam artes de guerra, ou “Caminho do Guerreiro”.
Nas artes marciais orientais, encontram-se conotações filosóficas que definem a aplicação dos conhecimentos de luta, ou seja, é dada ênfase no estado mental e espiritual do praticante.
Ao chegarem ao ocidente, às lutas orientais perderam a conotação filosófica fundamentada em crenças e religiões que preparavam o praticante física e espiritualmente, sendo enfatizados apenas os aspectos competitivos e o de defesa pessoal, as lutas foram adaptadas para serem desenvolvidas na forma de competições (“jogos”, ou seja, com regras, limitações, etc.) sendo viabilizadas para serem praticadas por pessoas alheias aos preceitos filosóficos e aos significados culturais relacionados.
Ainda que não tenha origem oriental, a nossa capoeira também está definindo-se como arte, expressão corporal, esporte, atividade física para a saúde, lazer, socialização. A “capoeira ‘se joga’: não é ‘arte marcial’ de iniciativa agressiva”.
Além disso, confundem-se modalidades de lutas e artes marciais com eventos onde participam lutadores de diversas modalidades, os chamados “Mixed Martial Arts” (MMA). Como exemplos conhecidos de “MMAs” existem o “Vale-tudo”, criado no Brasil, “Ultimate Fighting Championship”(UFC) e “Pride”, que são os maiores campeonatos mundiais desse tipo.
Os “MMAs” nada mais são que esportes onde participam lutadores de quaisquer artes marciais (Boxe, Luta Livre, Muai Thay, Judô, etc), sendo comum nas disputas o uso de técnicas de duas ou mais modalidades de artes marciais.

Cultura e Princípios filosóficos de algumas Lutas

Junto com treinamentos técnicos, os praticantes acabam por conhecer alguns detalhes da cultura do povo de origem da arte marcial ou da luta, como a língua, o modo de pensar, as saudações, vestimentas, armas e conflitos históricos, história do país, bem como outros detalhes do contexto.
Nas artes marciais orientais são comuns preceitos filosóficos dando sentido aos movimentos técnicos e a conduta dos lutadores. No “Taekwondo”, são utilizados alguns conceitos norteadores para a arte marcial: cortesia, integridade, perseverança e autocontrole e espírito indomável. Além disso, existe um código de honra que, antigamente, era aplicado aos guerreiros que treinavam a arte: Fidelidade ao rei; Lealdade aos amigos; Respeito aos pais; Nunca recuar ante o inimigo; Só matar quando não houver alternativa.

Já no “Aikido”, o princípio é o de lutar sem lutar. No Judô, usar a força do oponente contra ele mesmo. Isto nos mostra a importância das lutas no contexto educacional, pois possibilita desenvolver valores fundamentais na formação do cidadão. 

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